Empresa tem até o fim de fevereiro para retomar obra na Linha 4

O Metrô determinou ao consórcio Isolux Córsan-Corviam que retome as obras das estações da Linha Amarela até o final de fevereiro sob pena de rompimento de contrato. O Metrô vai se reunir com o Banco Mundial, financiador da obra, para discutir a questão nas próximas semanas. A empresa culpa o Metrô, do governo do estado, pelo atraso. As estações deveriam ser concluídas em 2009.

Trabalhadores disseram à reportagem do Bom Dia São Paulo que estão sem atividades há cerca de cinco meses. “A gente bate cartão e fica dentro da empresa sem fazer nada”, disse um funcionário, que trabalhava onde será construída a futura estação Frei Caneca, na Zona Oeste da capital paulista.

No canteiro da futura estação Oscar Freire há um cartaz que anuncia o custo da obra de R$ 172 milhões, mas não informa o prazo para terminar. De cima de um prédio, uma equipe do SPTV fez imagens dos funcionários sem fazer nada, mas mesmo assim ficam na obra das 7h às 17h. Também era possível ver madeira apodrecendo, cimento estragado e vergalhões enferrujando.
A Linha 4-Amarela terá 11 estações ao longo de 13 km, da Luz até a Vila Sônia, na Zona Sul. A obra começou em 2004, mas até agora só sete estações foram entregues, a última, Fradique Coutinho, ficou pronta no final do ano passado.

Na futura Estação Higienópolis-Mackenzie, as obras começaram em 2012, pararam no ano passado e o tapume permanece fechado. Na estação Morumbi, as detonações mal começaram e já pararam, e na Vila Sônia há apenas material estocado.

O consórcio Isolux Córsan-Corviam diz que empresas contratadas pelo Metrô atrasaram a entrega dos projetos e isso aumentou o prazo da obra em 50%. A empresa diz ainda que o Metrô demora para aprovar serviços que não estavam no contrato inicial e que estes atrasos impactaram nos custos de pessoal, equipamentos e materiais. A empresa nega que haja cimento estragado.

O Metrô diz que o consórcio recebeu todos os projetos necessários para o andamento e airmou ainda que para vencer a licitação, que é de 2012, o consórcio Isolux Córsan-Corviam ofereceu um desconto de até 42% no preço sugerido e que, desde o começo, ficou desconfiado de que a construtora não conseguiria cumprir o combinado. Como o consórcio apresentou toda a documentação exigida, o Metrô se viu obrigado a aceitar o negócio.

Fonte:  G1 SP, 19/02/2015

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