BRT, desde que interligado a ferrovia e aquaviário, diz estudo

O projeto do governo do ES de implantação do Bus Rapid Transit (BRT) para a região metropolitana de Vitória é questionada por um estudo do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea/ES).

Segundo esse estudo, desenvolvido pelo grupo de trabalho (GT) de infraestrutura e mobilidade urbana do Crea, nem todas as cidades da Grande Vitória têm total capacidade territorial para receber a implantação do BRT. A alternativa, dizem os especialistas, deve contemplar um sistema de transporte público multimodal, com ferrovia e aquaviário.

A proposta desenvolvida pelos engenheiros envolve a implantação do BRT em alguns municípios, como Serra, Cariacica, Vila Velha (nos locais que o espaço territorial poderá absorver o BRT), e a utilização de infraestrutura ferroviária existente como a ferrovia Vitória-Minas, além da criação de sistema aquaviário interligando os municípios de Vila Velha, Cariacica e Serra.

Na alternativa proposta pelo Crea, o transporte coletivo rodoviário, inclusive o BRT, estaria interligado aos modos aquaviário e ferroviário, como concentrador de demanda. “Temos cada vez mais pessoas na rua e com a redução de investimentos decorrente da crise, devemos buscar reutilizar alguns meios, como a linha férrea que atualmente é usada na condução de cargas. Mas, como há controle e programação da linha, é possível intercalar com o transporte de passageiros”, explica o presidente do Crea, Helder Carnielli.

Modelo que atenda à população

O engenheiro eletricista Henrique Zimmer, que coordena o GT, explica que o projeto sugerido pelo Conselho também indica a construção de infraestrutura com espaço para utilização diversa, incluindo as estações do sistema aquaviário no município de Vila Velha e na Foz do Rio Santa Maria, atendendo os municípios de Cariacica e Serra.

“Nosso objetivo é que seja implantado um modelo realmente eficiente e eficaz para a sociedade que precisa se locomover utilizando o transporte público. Esse mesmo espaço também pode ser utilizado para a construção de áreas de esporte e lazer”, destaca Zimmer.

O engenheiro critica o modelo atual apresentado em audiência pública pelo governo do Estado, por acreditar que privilegiará o transporte individual e não quem realmente necessita do transporte público eficiente e de qualidade:

“Nem todas as cidades da Grande Vitória têm capacidade para receber a implantação do BRT; por isso estamos apresentando um modelo alternativo. Não existe modal ruim, existe território inadequado para determinado modal”, argumenta Zimmer.

Fonte: Mobilize – São Paulo/SP – Notícias – 24/08/2015 

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