Gazeta de São Paulo – O monotrilho da Linha 17-Ouro, inaugurado recentemente na zona sul da capital paulista, possui limitações operacionais relacionadas à intensidade dos ventos.
De acordo com parâmetros técnicos do sistema, a circulação dos trens pode ser reduzida ou até interrompida em caso de rajadas mais fortes.
A operação segue normalmente quando os ventos atingem até 61 km/h.
Já entre 61 km/h e 74 km/h, os trens passam a circular com velocidade reduzida, limitada a 43 km/h.
Acima desse patamar, a circulação é suspensa por questões de segurança, com os veículos sendo direcionados às estações mais próximas.
Caso a operação seja interrompida, pode ser acionado o Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situações de Emergência (Paese), com a disponibilização de ônibus para atender os passageiros.

Foto: Yuri Villaça/Gazeta de S. Paulo
Segurança dos passageiros
O monotrilho opera em uma estrutura elevada, com trilhos posicionados sobre pilares que podem chegar a 18 metros de altura.
Por conta disso, o sistema fica mais exposto aos efeitos do vento em comparação ao metrô convencional.
As recentes mudanças climáticas tem aumento a intensidade das rajadas de vento na cidade de São Paulo.
Nos últimos anos, foram registrados episódios acima de 100 km/h, incluindo ocorrências em 2023, 2024 e 2025.
As estruturas da Linha 17-Ouro, como estações e pilares, foram projetadas para suportar ventos de até 120 km/h. Ainda assim, a operação dos trens segue limites definidos para garantir a segurança dos passageiros.
Diferente do monotrilho, o metrô convencional não possui histórico de paralisações por ventos, mesmo em trechos elevados. Os sistemas utilizam projetos e normas distintas.
Além das condições climáticas, o monotrilho também apresenta diferenças em relação à capacidade de transporte.
A Linha 17-Ouro pode atender até 36 mil passageiros por hora, enquanto linhas de metrô podem alcançar cerca de 70 mil no mesmo período.
O projeto da Linha 17-Ouro foi apresentado em 2010 e passou por diferentes gestões até a conclusão. A obra teve atraso superior a uma década e custo aproximado de R$ 6 bilhões.
