25/09/2013 Sistema Ferroviário Brasileiro e Malha Fronteiriça

O Conselho Empresarial das Câmaras de Comércio  Exterior da Associação Comercial do Rio de Janeiro e a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Chile, realizaram na última terça-feira, 25 de setembro o painel “Sistema Ferroviário Brasileiro e Malha Fronteiriça”.

O painel, fruto do recém-criado Comitê de Transporte Ferroviário, foi coordenado pelo   presidente da Associação de Engenheiros Ferroviários (AENFER).

Participaram do painel o membro titular do Comitê Ferroviário da Câmara Brasil-Chile e presidente da Associação dos Engenheiros da Estrada de Ferro Leopoldina, Almir Gaspar; o presidente da Câmara Interamericana de Transportes, Sávio Neves e o representante da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, Luiz Cesário Amaro da Silveira.

Antes da apresentação, o presidente da Câmara Brasil-Chile Lício Araujo empossou os novos membros daquela entidade: como diretor adjunto de Planejamento o professor e jornalista Carlos Dias e diretor adjunto de Transportes o engenheiro Luiz Lourenço de Oliveira.

Ao abrir o painel, o engenheiro Luiz Lourenço falou de sua gestão como presidente da AENFER e enfatizou sua preocupação com assuntos técnicos que envolvem a ferrovia. Por isso procurou em seu mandato fomentar debates com palestras técnicas e seminário. Ele pretende trazer para a Câmara Brasil-Chile sugestões, debates e painéis.

O primeiro a participar do painel foi o presidente da Câmara Interamericana de Transportes Sávio Neves. Ele falou dos trens turísticos culturais e que existem hoje 32 trens turísticos em todo o Brasil, onde foram transportados, segundo levantamento em 2012, cerca de cinco milhões de passageiros. De acordo com Sávio, alguns projetos de trens turísticos estão em andamento no Rio de Janeiro como, por exemplo, o Trem da Mata Atlântica (Lídice-Angra dos Reis).

A seguir, o presidente da Associação dos Engenheiros da Leopoldina Almir Gaspar falou sobre a situação atual da ferrovia e disse que é necessário um intercâmbio com outros países. Sua preocupação é a falta de investimento ferroviário no Brasil. Ele alertou que trechos que foram privatizados estão sendo devolvidos ao governo e lembrou que dos 22 mil km de ferrovia hoje temos 9 mil km. Almir Gaspar questionou por que não poderíamos usar traçados que estão abandonados enquanto não se constrói novas ferrovias.

O representante da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária, Luiz Cesário Amaro da Silveira, também convidado a participar do painel, lembrou que na época do império foram construídos 10 mil km de ferrovia. Disse que a década de 1970 foi a época áurea da indústria ferroviária, mas a falta de recursos e investimentos fizeram a produção cair. Para ele, é preciso um plano de revitalização das ferrovias para recuperar as indústrias e citou exemplos como os Estados Unidos, que usam 60% do transporte hidroviário, enquanto que, lamentavelmente no Brasil o transporte rodoviário é prioridade com caminhões congestionando o trânsito e acabando com as estradas.

No encerramento, o diretor Técnico da ANPTrilhos João Gouveia foi convidado a participar do painel. Ele enfatizou que infelizmente no Brasil há um equívoco e inversão de valores onde o ônibus e o caminhão querem fazer o papel principal. Para ele os transportes deveriam ser complementares e não concorrentes.

Na ocasião, João Gouveia mostrou um panorama de investimentos e projetos de veículos leves sobre trilhos por todo o país e projetos de trens regionais e federais. Segundo ele, o maior desafio é ampliar a opção pelo modo metroferroviário e que é preciso viabilizar um Brasil melhor com mobilidade urbana.

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