Prefeitura fará leilão de trens por não ter linha férrea

A Prefeitura de São Roque (SP) espera conseguir arrecadar até R$ 3 milhões no leilão de duas locomotivas que estão sem utilidade na cidade. A administração municipal havia decidido investir nos passeios turísticos de trem, no entanto, não há trilhos para os trens rodarem. A venda ainda não tem data marcada.
As locomotivas e vagões são da década de 1940 e foram comprados em 2009 pela Prefeitura de São Roque de uma empresa do sul do país. O custo foi de um R$ 1,7 milhão, mas, na época, não foi verificado a concessão da linha férrea. Com isso os equipamentos se transformaram num patrimônio público sem qualquer utilidade.
O objetivo do projeto era levar nos finais de semana visitantes partindo de Mairinque (SP) até as vinícolas de São Roque, cidade paulista conhecida pela produção de vinho. Porém, o projeto não saiu da estação e os vagões estão na antiga ferroviária da cidade vizinha desde que o trem fez a primeira e única viagem no trecho de 20 quilômetros, em 2012.
A concessionária que administra a ferrovia não autorizou o uso da linha porque seriam necessárias reformas. O prefeito de São Roque, Daniel de Oliveira, diz que herdou o problema da administração anterior e que as tentativas de parcerias para reativar o transporte não deram certo.
Apesar do leilão, o prefeito afirma que não abandona o desejo de ter um passeio turístico de trem na cidade. “As empresas particulares não querem parcerias com as prefeituras e sim, simplesmente, a liberação dos trechos para que eles possam fazer os negócios deles acontecerem. Nós não precisamos ser donos da Maria Fumaça, mas a queremos em operação”, afirma Daniel.
A manutenção das locomotivas custa R$ 10 mil por ano, mas não impede o desgaste provocado pelo tempo. Ações de vandalismo também contribuem para a deterioração dos trens. Para alguns moradores, o dinheiro do leilão, agora, precisa ser melhor investido. “Eu acredito que esse dinheiro deveria ir para a área da Saúde, que está bem debilitada na cidade”, comenta o tapeceiro, Wilson Alves.

Fonte: G1, 09/04/2015

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