09/06/2016 – Estrada de Ferro Campos do Jordão

A Estrada de Ferro Campos do Jordão (EFCJ) foi tema da última palestra promovida pela Aenfer dia 09 de junho no auditório da Associação.

A palestra foi ministrada pelo diretor-presidente da Estrada de Ferro Campos do Jordão, arquiteto e urbanista Ayrton Camargo e Silva que relembrou o início de sua implantação e sua primeira viagem, em 15 de novembro de 1914, tendo até os dias de hoje o mesmo logotipo, com o mesmo nome e praticamente o mesmo acionista.

O palestrante ressaltou que as pequenas ferrovias implantadas por algum aspecto mais local foram extintas, as ferrovias construídas para atender as necessidades econômica ou social, não existem mais. Felizmente, esqueceram de acabar com a EFCJ, disse.

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Palestrante Ayrton Camargo

A EFCJ surgiu dentro de um projeto de saúde, no século XIX, idealizada pelo médico sanitarista Emílio Ribas que também convidou outro médico, Victor Godinho para abraçar a ideia.

Naquela época, o país passava por problemas de saúde pública e registrava um alto índice de tuberculose. Os dois médicos implantaram sanatórios privados em Campos do Jordão, local favorável para o tratamento da doença devido ao clima de montanha.

A estrada era precária, cheia de curvas e levava muito tempo de viagem até a serra. Com a implantação da EFCJ, os pacientes tiveram um acesso mais rápido e confortável.

Na década de 1960, percebeu-se que a cidade era favorável para a exploração do turismo e a EFCJ proporcionou essa praticidade, sendo hoje o objetivo principal dos visitantes.

O arquiteto destacou que a EFCJ tem uma demanda de cerca de seis mil passageiros por dia. Com 47 km, a ferrovia atende a zona rural de Pindamonhagaba, sendo o único município de transporte sobre trilhos eletrificados.

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Na primeira foto: Ayrton Camargo com o dir. Fernando Albuquerque à esq. e o pres. Luiz Euler, o vice-pres. Jorge Ribeiro e os diretores Maria das Flores, Helio Suêvo e Antônio Gonçalves

Após a palestra, o arquiteto lançou e autografou na Aenfer seu livro “Tudo é Passageiro”.

O livro, editado pela Annablume Editora, contém imagens fotográficas, ilustrações, charges de humor e conta a história da extinção dos bondes na capital paulista. O autor descreve a conjuntura de cada momento histórico, alinhando os grandes eventos políticos e as grandes mudanças econômicas e sociais do Brasil.

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O autor autografa seu livro na Aenfer

Fonte: AENFER, 09/06/2016

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