VLT do Rio pichado por manifestantes

RIO – Um protesto de professores estaduais em greve há quase quatro meses, nesta quarta-feira à tarde, no Centro, interrompeu a última viagem do VLT, entre o Aeroporto Santos Dumont e a Parada dos Navios, na Zona Portuária. Por segurança, passageiros foram obrigados a desembarcar. Durante a manifestação, um bonde que ficou retido na Avenida Rio Branco foi pichado com palavras de ordem e teve vários adesivos colados nas laterais. O serviço foi inaugurado no dia 22 de maio.

Segundo a Secretaria municipal de Transportes, por volta das 15h40m, o grupo se posicionou à frente do bonde e, por medida de segurança, a concessionária do VLT Carioca orientou os condutores a pararem o serviço. A operação, que deveria ser encerrada às 16h, terminou com 20 minutos de antecedência. A suspensão, segundo a nota, fez com que os passageiros desembarcassem antes do destino nos dois sentidos: na Parada dos Museus (sentido Praia Formosa) e na Parada São Bento (sentido Aeroporto). O VLT foi levado para a garagem de manutenção, onde passará por limpeza. As pichações foram feitas com caneta pilot e giz de cera, segundo a Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto (Cdurp), que ainda não sabe afirmar se houve maiores danos à pintura do bonde.

De acordo a coordenadora do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), Marta Moraes, a passeata já estava marcada para acontecer nos trilhos do VLT, mas não houve nenhuma orientação para pichar ou colar adesivos.


VLT Pichado

Frases como “A greve continua, Dornelles a culpa é sua” e “Não vai ter tocha” foram escritas pelo grupo. Jovens mascarados também participaram do ato, que seguiu pacífico até a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Estudantes da rede estadual também participaram do ato e protestaram contra os recursos destinados aos Jogos. Os manifestantes chegaram a pedir o impeachment do governador em exercício Francisco Dornelles.
O deslocamento dos manifestantes provocou interdições na Avenida Rio Branco e na Rua Araújo Porto Alegre. Os profissionais de educação fizeram a manifestação após uma assembleia em que a categoria decidiu permanecer em greve. Eles reclamam da falta de resposta do governo sobre as reivindicações salariais da categoria. Os docentes querem reajuste de 30%. No ano passado, segundo o Sepe, o governo não concedeu aumento e, este ano, o governador em exercício, Francisco Dornelles, tem afirmado que também não haverá reajuste.

Fonte: O Globo, 23/06/2016

 

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