08/03/2017 – Presidente da Abifer participa do ciclo de palestras da Aenfer

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferroviária (Abifer) Vicente Abate foi convidado para abrir o ciclo de palestras na Aenfer este ano.

A primeira apresentação aconteceu nesta quinta-feira (08/03) na sede da entidade e sua apresentação foi acompanhada por diversas autoridades e profissionais da área de engenharia como o subsecretário de Transportes do Estado do Rio de Janeiro Delmo Manoel Pinho, presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turisticos e Culturais – ABOTTC, Sávio Neves, diretor de Manutenção da SuperVia Oberlam Calçada, ex-diretor da RFFSA Mario Chiesa, associados, entidades ferroviárias e funcionários do Metrô Rio.

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Público presente no Auditório da Aenfer (clique na foto)

O engenheiro falou sobre as inovações da indústria ferroviária brasileira e suas expansões, além do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), do governo federal, que prevê a realização de leilões para o segundo semestre deste ano.

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Pres. da Abifer Vicente Abate com a pres. da Aenfer Isabel Cristina (clique na foto)

Com o tema Perspectivas para o Desenvolvimento no Brasil, Abate frisou que a missão da Abifer é fomentar o crescimento da indústria ferroviária instalada no Brasil e gerar empregos, incentivando a expansão do transporte ferroviário.

O palestrante apresentou algumas novidades do ramo ferroviário, como por exemplo, a última inovação de vagão tri-articulado para transporte de granéis com bitola métrica, aumentando a capacidade de carga por trem, truque de alto desempenho com freio incorporado, vagão com melhores condições de inscrição em curvas e de gabarito, melhor desempenho em vias com alto nível de irregularidades, melhor condição aerodinâmica com menor resistência ao movimento do trem, dentre outras vantagens.

Inovações da Indústria Ferroviária Brasileira

Um dos sonhos, segundo Abate, é transportar automóveis por ferrovias, o que já acontece nos Estados Unidos que tem uma frota de 48 mil vagões fazendo esse tipo de transporte.

O engenheiro informou que empresas montadoras de automóveis estão interessadas em aderir esse modelo. Segundo ele, em relação a carro de passageiros, tudo o que tem de mais moderno já existe na Abifer.

Vicente Abate mostrou a modernização das linhas do metrô de São Paulo, VLTs, alguns fabricados na cidade de Três Rios (RJ) e o VLT carioca produzidos no município de Taubaté-SP, além de monotrilhos, aeromóveis, trens regionais e o Trem de Alta Velocidade –TAV, projeto do governo federal que tem como objetivo, interligar Rio de Janeiro e São Paulo, mas que ainda não saiu do papel .

Expansão da Malha Ferroviária Brasileira

Cargas

Sobre a expansão das malhas, o engenheiro disse que é muito difícil discorrer sobre algumas obras. A Transnordestina Logística é um exemplo pelo fato de ainda estar incompleta. Ele lembrou que o equacionamento demorou muito por parte do governo e algumas desapropriações ainda não foram definidas efetivamente. Problemas arqueológicos levaram a atrasos. Segundo ele, os gastos, embora não pareçam, estão dentro dos parâmetros mundiais e não é uma obra onde o dinheiro está sendo desperdiçado.

De acordo com Abate, 600 km da duplicação da Estrada de Ferro Carajás, estão sendo terminados. Acredita-se que, hoje a Vale está com 350 milhões de toneladas de minério a cada ano e a previsão é chegar a 450 milhões de toneladas em 2020.

Segundo o engenheiro, dos investimentos do governo que estão em execução, Palmas/Anápolis está concluída com 855 km. A previsão de concluir Anápolis/Estrela D´Oeste é até o final deste ano.

Trens de passageiros

Abate falou sobre a modernização dos metrôs e trens metropolitanos do país, os novos investimentos em concessões existentes, a ampliação de capacidade de tráfego, duplicações e construção de novos ramais. Mostrou também os avanços da rede metroferroviária de São Paulo, os investimentos do Rio de Janeiro e alguns projetos de VLT em andamento em algumas cidades do nordeste, São Paulo, Rio, Belo Horizonte e Brasília.

Sobre os trens regionais de média e longa distância, lembrou que na década de 1960 eram transportados cerca de 100 milhões de passageiros por ano. Atualmente, segundo fontes da Vale, dois trens de passageiros (EFVM e EFC), transportam 1,5 milhão de passageiros por ano. Já os trens turísticos e culturais, com 32 linhas (RS, MG, SC, RJ, MS, PE, PR, SP e PB), Estrada de Ferro Campos de Jordão e 3 linhas do Expresso Turístico da CPTM, transportam 4,5 milhão de passageiros anualmente (fonte: ABOTTC).

Para o presidente da Abifer, ferrovia forte significa indústria forte e país desenvolvido.

 

 

 

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