EFVM completa 109 anos

Há 109 anos, em 13 de maio de 1904, era inaugurado o primeiro trecho da Estrada de Ferro Vitória a Minas, com 30 quilômetros entre Porto Velho e Alfredo Maia, passando por Cariacica.

Em 2012, A EFVM foi a foi a ferrovia que mais transportou cargas no país, acumulando 133 milhões de toneladas. O minério de ferro é sua principal carga, totalizando 119 milhões de toneladas transportadas no ano passado. Em seguida, vem os produtos siderúrgicos, carvão mineral, celulose, coque, entre outros. A EFVM tem 905 quilômetros de extensão.  Sua estrutura é composta pela linha tronco, entre Ouro Branco (MG) e Vitória (ES) e os ramais de Belo Horizonte/Capitão Eduardo, Itabira, Aracruz, Porto Velho e Nova Era, sendo esse último desativado. Cerca de oito mil funcionários trabalham na ferrovia, tanto na parte operacional quanto administrativa.

A criação da Companhia Estrada de Ferro Vitória a Minas foi fevereiro de 1902, quando o Governo Federal concedeu, através de um decreto-lei, a criação da empresa.  Com o anúncio sobre grandes jazidas de minério em Minas Gerais no ano de 1908, o percurso final da ferrovia foi mudado para a cidade de Itabira, onde uma grande mina seria explorada.

Segundo dados do Museu da Vale, as questões políticas sobre a exploração e a exportação do minério, a instalação de uma indústria siderúrgica e o cenário internacional de guerras mundiais (1914-1919; 1939-1945), dificultaram o processo de expansão e modernização da Vitória a Minas , por isso o primeiro carregamento de minério no Porto de Vitória só ocorreu no ano de 1940 e os trilhos só chegaram em Itabira em 1942.

A ferrovia ganhou impulso após 1942, com a criação da Companhia Vale do Rio Doce.  As primeiras melhorias na ferrovia ocorreram na década de 40, com a remodelação do trecho entre Vitória e Colatina (ES). Na década de 50 começaram a ser usadas as primeiras locomotivas diesel e a ferrovia recebeu melhorias na via. Uma década depois, foi dada a continuidade das locomotivas a vapor pelas locomotivas diesel-elétricas.

A duplicação da linha foi feita entre os anos de 1971 e 1977 e foi considerado um grande marco na evolução da ferrovia.

Fonte: Revista Ferroviária, 13/05/2013

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