Moradores se mobilizam para restaurar antiga estação de trem

A antiga estação de trem em Castilho (SP), que fez parte da construção da cidade, está abandonada. Um grupo de moradores luta para manter a história do município viva e até já recorreu à Justiça para pedir que o local seja tombado como patrimônio histórico e restaurado.

O barulho do trem era frequente na ferrovia que foi fundada em torno da cidade em 1935, mas há 20 anos e com o fim dos veículos ferroviários que carregavam passageiros, a estação foi desativada.  “Eu lembro muito que nós íamos ver os passageiros, hoje quando olho para os lados, ficamos esperando por uma coisa que não acontece, é uma situação muito triste”, diz Messias Pereira Donnega, servidor público.
Há cerca de meio século a estação ferroviária foi ponto de chegada e partida para muitas famílias. Quem viveu naquela época ainda guarda na memória todos os detalhes, mas por falta de manutenção, toda estrutura pode ficar apenas na lembrança.
Os sinais de abandono estão por toda parte da estação, o mato alto e as telhas quebradas podem ser notados, assim como o forro da área interna que está cedendo.
A má conservação da ferrovia chamou atenção de alguns moradores que se mobilizaram para tentar preservar a antiga estrutura e há 15 anos eles lutam para restaurar um pouco da história da cidade. “Já fizemos dois abaixo assinados e encaminhamos ao Ministério Público de Araçatuba (SP), além disso, entregamos várias petições, com vários documentos e várias ações para que nosso maior patrimônio não caia no esquecimento”, explica o educador ambiental Roberto Franco.
Atualmente, a Prefeitura está responsável pela estação ferroviária, para um grupo de moradores, a solução seria a criação de um conselho para a preservação do patrimônio cultural da cidade.  “Precisa-se criar um conselho de defesa do patrimônio industrial cultural, para ser elaborada e efeituada a lei do tombamento e depois ir atrás dos recursos para o restauro da estação”, completa Franco.
Em maio do ano passado o pedido chegou à Câmara dos vereadores. O presidente do Legislativo encaminhou para o Executivo a solicitação da criação do conselho, mas até agora nada foi feito. “Já tenho o protocolo na Câmara e pretendo entrar nas próximas sessões com este requerimento para saber qual é a situação atual e qual a posição do prefeito sobre o assunto para termos um posicionamento quando formos questionados pela população”, afirma Wagner de Souza Oliveira, presidente da Câmara.

Fonte: G1, 22/03/2015

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