Jornal Extra – Empresa que substituiu a SuperVia aponta falhas na automação da sinalização e mapeia 178 ferros-velhos próximos aos trilhos
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_1f551ea7087a47f39ead75f64041559a/internal_photos/bs/2025/V/7/uYCzpQRCqa0MHBdrQxWA/104444950-ri-rio-de-janeiro-rj-26-09-2023-passageiros-dos-trens-da-supervia-reclamam-de-atrasos.avif)
Sistema de sinalização ainda seguro, mas sem funcionar totalmente de maneira automatizada em nenhum dos cinco ramais e cinco extensões, necessitando, em alguns trechos, que o tráfego seja liberado após comunicação via rádio entre maquinistas e o centro de controle. Trens que só eram lavados a cada 42 dias e 14 estações sob influência direta do crime organizado. Essas são algumas das conclusões de um diagnóstico feito pela TrensRJ sobre a operação de transporte de passageiros na ligação por trilhos entre o Rio e outros 11 municípios. A operadora, que substituiu a concessionária SuperVia e começou a operar neste sábado, usará, entre outras medidas, já nesta segunda-feira, em seu primeiro dia útil de funcionamento, o monitoramento por drones com câmeras em 97 pontos sensíveis da malha ferroviária.
A TRensRJ foi criada pela permissionária Nova Via Mobilidade, consórcio de fundos de investimento vencedor da licitação realizada pelo estado em fevereiro. A SuperVia encerrou suas atividades no último minuto desta sexta-feira, após o fim de uma concessão de 27 anos e seis meses. Atualmente, cerca de 300 mil pessoas, em média, utilizam diariamente os trens na Região Metropolitana do Rio. Apesar da troca, não haverá acréscimo no preço da passagem, que custa R$ 7,60 para quem não usa o bilhete único, e R$5 para quem tem o benefício da tarifa social.
A vigilância por drones, que começou ainda neste sábado, ocorre em locais onde costumam acontecer roubos ou em pontos que contam com instalações de equipamentos essenciais para o funcionamento dos trens, como subestações de energia, trechos de rede aérea e pátios de manobra. O estado, por sua vez, anunciou mais policiamento para este período de transição entre uma empresa e outra. A PM informou, por nota, que o Grupamento de Policiamento Ferroviário (GPFer) recebeu reforço de efetivo de outros batalhões para atuar no patrulhamento em plataformas de embarque, estações e composições ferroviárias. Só nos últimos 40 dias que antecederam a nova gestão, iniciada neste sábado, 190 viagens sofreram atrasos ou foram suprimidas em razão de problemas provocados por 79 ocorrências relacionadas à segurança pública.
