Estudos da Linha 3 do Metrô do Rio seguem

Metrô do Rio de Janeiro (Wilfredorrh)

Metrô do Rio de Janeiro (Wilfredorrh)

Metrô CPTM – Os estudos de viabilidade da Linha 3 do Metrô do Rio continuam em desenvolvimento sob coordenação da COPPE/UFRJ e ainda não resultaram na definição de traçado, modal ou método construtivo. As informações mais recentes foram discutidas em reunião técnica realizada em Itaboraí, com a participação de pesquisadores e representantes do poder público municipal.

De acordo com dados apresentados pela equipe da COPPE, o projeto ainda trabalha com cenários e hipóteses. A alternativa mais recorrente nos estudos considera o início da linha na região da Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, com um trecho subterrâneo de aproximadamente 3 quilômetros nas proximidades da Ponte Rio–Niterói. A partir desse ponto, o eixo principal seguiria pela zona norte de Niterói, avançando em superfície ou em estrutura elevada até o município de Itaboraí.

Mesmo esse arranjo, no entanto, não é definitivo. A COPPE informou que o traçado segue em avaliação e pode sofrer alterações conforme avancem os estudos de demanda, inserção urbana, condicionantes ambientais e restrições geológicas. A localização exata das estações, inclusive em Itaboraí, ainda está em análise preliminar.

Outro ponto central em discussão é o próprio modal a ser adotado. O projeto não está restrito, neste momento, a uma solução exclusivamente metroviária convencional. A equipe técnica avalia diferentes sistemas de transporte sobre trilhos, bem como alternativas de método construtivo — como túneis escavados, estruturas elevadas ou trechos em nível — a depender das características de cada segmento do corredor.

Segundo a COPPE, o estudo envolve uma abordagem integrada, que considera não apenas o deslocamento de passageiros, mas também os impactos urbanos, sociais, ambientais, legais e financeiros associados à implantação da linha. A intenção é apresentar, ao final dessa etapa, um conjunto de soluções tecnicamente viáveis que possam subsidiar decisões futuras dos governos estadual e federal.

Até o momento, não há cronograma para licitação ou início de obras. A continuidade do projeto dependerá da consolidação do modelo institucional e da definição das fontes de financiamento. A Linha 3 permanece, portanto, na fase de estudos, sem decisões fechadas sobre traçado, tecnologia ou execução.

Fonte: CPTM, 23/01/2026

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