Terminal dos Bondes de Santa Teresa poderá sofrer mudanças

20250725_144255

Foto: Daddo Moreira – Trilhos do Rio

Trilhos do Rio – Com as obras realizadas no icônico prédio da estatal petrolífera, é prometida também uma reforma no entorno, incluindo a estação terminal de Bondes

O retorno gradual das atividades ao edifício-sede da Petrobras (Edise), no Centro do Rio de Janeiro, poderá representar também uma transformação importante para o sistema dos tradicionais Bondes de Santa Teresa. Entre as intervenções previstas no processo de revitalização do Edise está justamente a área atualmente utilizada como terminal dos bondes, instalada em um espaço originalmente cedido de forma provisória pela estatal durante as obras de remodelação urbana do Centro da cidade no século XX. O que nasceu como uma solução temporária acabou permanecendo por décadas e se consolidando como ponto inicial das viagens do sistema.

Com a reocupação do complexo pela Petrobras e a modernização de toda a estrutura do entorno, cresce a expectativa sobre possíveis mudanças futuras no terminal dos bondes, incluindo adequações operacionais, requalificação urbana e até uma eventual redefinição do espaço utilizado pelo sistema ferroviário histórico. O tema ganha relevância justamente em um momento de recuperação gradual da malha dos bondes, com a futura reativação do Ramal Silvestre e os debates sobre expansão da integração turística e operacional em Santa Teresa. Especialistas em mobilidade e patrimônio urbano defendem que qualquer intervenção preserve a importância histórica e cultural do sistema, considerado um dos ícones do transporte sobre trilhos do Rio de Janeiro.

A retomada das atividades no Edise marca uma das maiores revitalizações já realizadas no edifício desde sua inauguração em 1974. Segundo informações divulgadas pela Petrobras, cerca de 6 mil trabalhadores deverão voltar gradualmente ao prédio até 2028, após a conclusão das obras. O projeto inclui modernização estrutural, recuperação de áreas históricas projetadas por Roberto Burle Marx, reabertura de espaços públicos e maior integração urbana com a região central da cidade.

Além da recuperação arquitetônica, o projeto poderá impactar diretamente a dinâmica urbana do entorno da Avenida República do Paraguai. A expectativa é que futuras intervenções no terminal tragam melhorias de acessibilidade, organização operacional e integração com outros modais de transporte da região central, embora detalhes específicos sobre eventuais alterações na estrutura ferroviária ainda não tenham sido oficialmente divulgados.

Fonte: Trilhos do Rio, 22/06/2026

Compartilhe