O imóvel da antiga sede da CBTU na Usina (Estrada Velha da Tijuca, 77), de propriedade da União. O bem, antes administrado pela CBTU, passou por um processo de transferência definitiva de titularidade e direito real para a Secretaria do Patrimônio da União (SPU)
É com profunda perplexidade e um nó na garganta que constato o que se tornou a antiga sede da CBTU, lugar onde dediquei anos da minha vida e de onde saí para a aposentadoria.
Ver aquele espaço, que um dia foi o coração pulsante do patrimônio ferroviário brasileiro, reduzido a escombros e abandono é estarrecedor. Ali se geriu a Ferrovia do Aço, ali pulsava a antiga RFFSA, responsável por conduzir o transporte sobre trilhos em diversos estados deste país. Era símbolo de progresso, de integração nacional, de trabalho digno.
Hoje, nada mais resta. O que vejo é o descaso transformado em lixo, em paredes que desmoronam junto com a memória de milhares de trabalhadores que ajudaram a construir este país sobre os trilhos.
É triste. É revoltante. É o retrato de um país que não preserva sua própria história.




