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SBT news – Cerca de 38% da malha ferroviária brasileira está ociosa, segundo levantamento divulgado nesta quinta-feira (5) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O percentual considera os trechos sem capacidade de transporte ou totalmente ociosos em 2025, com base em informações da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).
O dado integra o estudo Panorama da Infraestrutura: Principais Demandas da Indústria Brasileira, que reúne informações sobre as condições da infraestrutura nacional e a avaliação de 2.500 empresários industriais.
Atualmente, o Brasil possui aproximadamente 30 mil quilômetros de ferrovias, dos quais cerca de 12 mil estão sem operação. Na década de 1950, a rede ferroviária nacional chegou a aproximadamente 37 mil quilômetros, segundo a CNI.
Entre as concessionárias com os maiores percentuais de trechos ociosos, estão:
- Rumo Malha Sul: 65%
- Ferrovia Transnordestina Logística: 57%
- Rumo Malha Paulista: 48%
- Ferrovia Centro-Atlântica: 37%
- Rumo Malha Oeste: 33%
Além dos trechos completamente ociosos, o levantamento identifica outros 8% da malha nacional com utilização de no máximo 10% da capacidade.
Ferrovias têm pior avaliação entre empresários
As dificuldades também aparecem na percepção dos empresários industriais, com apenas 21% dos entrevistados avaliando positivamente as condições das ferrovias brasileiras, o menor percentual entre os meios de transporte analisados.
As hidrovias aparecem com 27% de aprovação, seguidas pelas rodovias (38%), portos (44%) e aeroportos (64%).
A pesquisa mostra ainda que 98% das indústrias entrevistadas utilizam rodovias para escoar a produção. Entre elas, 45% afirmam que estariam dispostas a transferir pelo menos parte das cargas para outros meios de transporte, caso houvesse infraestrutura adequada -a redução dos custos logísticos é a principal motivação, mencionada por 82% desse grupo.
Para o especialista em Infraestrutura da CNI, Ramon Cunha, a recuperação e a modernização da malha ferroviária dependem tanto de investimentos quanto de melhorias regulatórias.
Fonte: SBT News, 05/11/2026
