Fundada em 1857, a cidade cresceu lentamente até 8 de fevereiro de 1898, quando o primeiro trem chegou vindo de Santa Maria. A ferrovia deslocou o centro urbano inteiro, criando a Avenida Sete de Setembro e atraindo hotéis, armazéns e indústrias ao longo dos trilhos. Em 1910, a ligação com São Paulo transformou Passo Fundo em ponto de passagem obrigatório entre o Sul e o restante do Brasil.
Esse passado ferroviário ainda está visível. A antiga estação, tombada como patrimônio municipal em 1991, deu lugar ao complexo que hoje é o cartão-postal da cidade. A música “Gaúcho de Passo Fundo”, do cantor Teixeirinha, virou hino oficial do município por lei: é raro o interior gaúcho que tem uma canção popular consagrada em lei municipal.

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O que visitar no capital do Planalto Médio?
A cidade reúne parques, espaços culturais e marcos históricos espalhados pelo centro. A maioria fica a poucos minutos a pé uns dos outros, o que facilita roteiros de um dia inteiro.
- Parque da Gare: maior parque de Passo Fundo, com ciclovia, lago natural, pista de skate, anfiteatro e a antiga estação ferroviária restaurada. O prédio histórico abriga hoje a Gare Estação Gastronômica e a Galeria Estação da Arte. Acesse mais informações no site oficial da Prefeitura.
- Espaço Cultural Roseli Doleski Pretto: complexo de três edifícios históricos que reúne o Teatro Municipal Múcio de Castro, o Museu de Artes Visuais Ruth Schneider, o Museu Histórico Regional e a Biblioteca Pública Municipal Arno Viuniski.
- Praça do Teixeirinha: homenagem ao cantor e compositor Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha, que adotou Passo Fundo como sua terra. A escultura feita de sucatas e metais é obra do artista plástico Paulo Siqueira. Saiba mais no portal de Turismo da Prefeitura.
- Museu Zoobotânico Augusto Ruschi: coleção de animais taxidermizados, minerais e plantas nativas no centro da cidade. Boa pedida para visitas com crianças.
- Parque Ecológico Tochetto: trilhas, riachos e área para piquenique a poucos quilômetros do centro. Opção de contato com a fauna e flora regional.
- Viaduto Ferrovia do Trigo: estrutura de 230 m de extensão e 40 m de altura na divisa com Marau e Mato Castelhano, a 27 km do centro. Próximo à Barragem Capingui, que forma um lago com prainha e área de camping.
O que comer na Capital Nacional da Literatura?
A mesa passo-fundense é fiel à tradição gaúcha, mas a cidade também abriga opções que vão bem além do churrasco. Os restaurantes do centro e adjacências atendem desde o almoço rápido até jantares mais elaborados.
- Churrasco gaúcho: rodízios com cortes nobres como picanha, entrecote e costela. Casas como a Churrascaria Planalto e o Grill Hall Panorâmico, com mais de 30 anos de tradição, são referência na cidade.
- Galeto e culinária ítalo-gaúcha: herança da imigração italiana. A Galeteria Bella Veneto é um endereço conhecido por risoto e frango grelhado com queijo.
- Parrilla estilo pampa: cortes nobres com influência uruguaia e argentina. No La Parrilla, entrecotes com molho tannat e linguiça de cordeiro saem direto da grelha.
- Massas artesanais: cantinas como a Cantina Seraggio servem receitas de família em ambiente rústico, com sequência da casa que inclui galeto, entrecot e filé mignon.
- Gare Estação Gastronômica: complexo com 11 restaurantes instalado no prédio histórico da ferrovia, no Parque da Gare. Funciona de terça a sábado.
Fonte: C.B. Radar, 02/06/2026
