Leilão do Corredor Minas-Rio em 17 de dezembro

Governo marca leilão do Corredor Minas-Rio para 17 de dezembro

 

O Governo Federal marcou para 17 de dezembro o leilão de concessão do Corredor Minas-Rio, em um movimento que marcará a retomada dos grandes leilões ferroviários no país após cinco anos. O anúncio foi feito no último sábado, dia 5, pelo Ministério dos Transportes.
O último certame do setor havia sido realizado em abril de 2021, quando a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) foi levada a leilão.
O novo processo envolverá trechos atualmente operados pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA). A futura concessionária ficará responsável pela manutenção e recuperação da via permanente e dos sistemas ferroviários, além da modernização da infraestrutura.
Pelas regras previstas, a empresa vencedora terá prazo de dois anos para apresentar o plano de recapacitação da malha.
Ao todo, o Corredor Minas-Rio reúne 733 quilômetros de vias, divididos em dois lotes. O primeiro compreende o trecho entre Iguatama (MG) e Barra Mansa (RJ), incluindo o ramal ferroviário entre Varginha (MG) e Lavras (MG). Já o segundo lote corresponde ao trecho entre Barra Mansa e Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Modelo de concessão

O anúncio do leilão ocorreu após o Tribunal de Contas da União (TCU) analisar e aprovar a metodologia de mercado escolhida pelo Governo Federal para a concessão.
O modelo prevê o chamamento público para que o concessionário receba autorização da União para construir e operar ferrovias destinadas ao transporte de cargas por sua própria conta, assumindo os riscos relacionados ao empreendimento.
A disputa será realizada em São Paulo, na sede da B3, onde os interessados apresentarão suas propostas. Será declarado vencedor o participante que oferecer o menor valor de aporte estatal necessário para a execução das obras previstas.
Para o Governo Federal, o leilão do Corredor Minas-Rio poderá servir como uma espécie de referência para novos processos de concessão e autorizações ferroviárias. A expectativa é utilizar o modelo em outros trechos da malha nacional que estejam ociosos ou parcialmente abandonados, ampliando a participação privada na recuperação e expansão da infraestrutura ferroviária brasileira.

Fonte: Revista Ferrovaria, 08/09/2026

Foto: Ministério da Infraestrutura/Divulgação

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