O Rio de Janeiro precisa transformar a mobilidade urbana em uma política contínua de estado para superar o gargalo de quase dez anos sem expansão de sua malha metroviária. A avaliação é de Guilherme Ramalho, presidente do MetrôRio e conselheiro da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos). Em entrevista ao CBN Rio, Ramalho destacou que, para além das obras físicas, a solução para a crise de mobilidade no estado passa pela equalização do preço das passagens de todos os modais.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_d975fad146a14bbfad9e763717b09688/internal_photos/bs/2024/W/N/mQVvJ7SsaBFBAfP0MR2g/5c1935a6-c610-4306-8525-359b30ef3ebe.jpg)
Foto: Clarice Castro/GERJ
Há quase dez anos sem inaugurar novas estações — um jejum interrompido apenas pela recente retomada das obras da estação Gávea no ano passado —, o Rio de Janeiro investe hoje apenas 3% do seu orçamento em mobilidade urbana, atrás, por exemplo de São Paulo (8%) e Bahia (6%).
A passagem mais cara de metrô do país, no Rio, é resultado da falta de subsídios estaduais à tarifa e a gestão municipal e estadual separada afastam o passageiro pelo bolso e provocam uma migração perigosa para o transporte individual, especialmente as motocicletas.
Fonte: CNN Brasil, 24/06/2026
