Aos poucos, a nova operadora dos trens urbanos do Rio de Janeiro começa a ganhar identidade própria. A empresa, que adota a marca TrensRJ, substituiu a SuperVia e o processo de transição já pode ser observado em algumas estações, onde a nova identidade visual começa a ser implantada.
O consórcio Nova Via Mobilidade assumiu oficialmente a operação do sistema ferroviário em 30 de maio. Segundo a concessionária, estão previstas uma série de intervenções voltadas à recuperação da infraestrutura, modernização dos equipamentos e melhoria da operação dos serviços.
Cortes de funcionários
De acordo com matéria publicada pelo portal G1 em 2 de junho, a TrensRJ anunciou o desligamento de cerca de 100 funcionários. Segundo a empresa, as demissões representam menos de 2,5% do quadro total de empregados e fazem parte do processo de reestruturação decorrente da mudança de gestão.
A concessionária informou que as alterações têm como objetivo aumentar a eficiência operacional, otimizar processos internos e aprimorar a qualidade dos serviços oferecidos aos passageiros.

Vale lembrar que a AENFER, atenta aos rumos do sistema ferroviário fluminense e preocupada com o futuro dos trilhos, já havia se antecipado aos acontecimentos ao divulgar um Manifesto, no qual destacou a importância da preservação do conhecimento técnico, da valorização dos profissionais ferroviários e da adoção de medidas que garantam a segurança, a eficiência e a continuidade do transporte ferroviário no estado.
“Ao longo da sua história presenciou diversos processos de desestatização, concessão, permissão de uso, e em todos eles a questão de pessoal não foi tratada na sua real dimensão e importância o que, em muitas situações, acaba sendo determinante para que não sejam alcançados os resultados almejados.
Em processos de concessão pública ou similares, o foco costuma ficar muito no “ferro e aço” (trens e trilhos) e acaba-se esquecendo de quem faz a roda girar todos os dias: o trabalhador.
O objetivo aqui é sensibilizar o governo, a nova operadora e a opinião pública de que experiência não se descarta”.
Leia na íntegra o manifesto
